Quarta-feira , 25 de Abril DE 2012

Do Blog_DER TERRORIST

Onde se recupera um post antigo deste blogue:

 

Grândola Vila Morena ... o porquê a canção de Abril

 

«Conto esta história na primeira pessoa, porque é a narrativa de uma experiência de vida difícil de esquecer…

Há quem pense que foi a letra que fez do “Grândola” a canção escolhida para “senha de avanço” na noite de 24 para 25 de Abril de 1974, que foi o poema ou a figura de José Afonso, per se… mas não… se tudo isso pesou, e pesou decerto, a composição do Zeca tornou-se o símbolo da revolução dos cravos por um significado maior, que adquiriu menos de um mês antes. Foi num acontecimento em que participaram muitos portugueses, de forma espontânea, mas que passou relativamente despercebido na comunicação social de então, nesses tempos em que a Imprensa, para falar de certas coisas, tinha que fazê-lo “nas entrelinhas”…

 

Estava-se em Março de 1974.

A Casa da Imprensa organiza, no Coliseu dos Recreios, o “Primeiro Encontro da Canção Portuguesa”.

Quase não aconteceu, porque a necessária autorização nunca chegou. Segundo declarações de José Jorge Letria à Visão, trinta anos depois, “O regime já estava nitidamente em fase de implosão. Quiseram derrotar-nos não com uma proibição do Festival, mas com uma não-resposta. Até ao dia do espectáculo ainda não sabíamos se tínhamos, ou não, autorização. Por volta das 17 e 30 do dia 29, quando cheguei ao Coliseu, já havia muita gente à volta, e ao fundo da Avenida da Liberdade lá estava a polícia de choque… estava a desenhar-se ali um confronto!

O ambiente no país era tenso: menos de duas semanas antes tinha ocorrido o golpe frustrado de 16 de Março, a censura dominava.

 

Eu trabalhava então como repórter free-lancer para o programa “Limite” da Rádio Renascença (o tal que tocou o “Grândola Vila Morena”) e fazia em média seis reportagens de exteriores por semana, com não mais que uma a passar as malhas da censura.

Nessa noite, fui ao Coliseu, armado de gravador e uma grande vontade de ouvir as vozes que os censores da rádio baniam.

O ambiente era quente, a despeito de uma primavera ainda fria… os bilhetes tido sido todos vendidos e houve quem ficasse à porta. O Governo fez deslocar para o Coliseu muitos agentes da ex-PIDE, que então se chamava DGS, misturados com os espectadores.

A primeira coisa que vi quando cheguei foram dois cavalheiros da censura a verificar as letras do que ia ser cantado – o visado era Adriano Correia de Oliveira, depois seguiram-se todos, sem excepção – o Zeca lá conseguiu ordem para cantar o Milho Verde e uma música alentejana que não pareceu perigosa aos senhores do lápis vermelho, o “Grândola”…

Do palco, a música abraçou um Coliseu com cerca de sete mil pessoas.

Ali estiveram Carlos Alberto Moniz e Maria do Amparo, Pedro Almeida, Fausto, Barata Moura, Vitorino, Adriano Correia de Oliveira, Zeca Afonso, Carlos Paredes, José Jorge Letria e Manuel Freire.

Tudo foi normal até à chegada ao palco do “cantor andarilho”. Zeca cantou o Milho Verde e a plateia pediu as canções que mais gostava… “Os Vampiros”, foi um grito que ouvi várias vezes.

Nessa altura, decidi sair dos bastidores e fui para a plateia, gravar tudo mais de perto.

José Afonso ia dizendo que não podia cantar o que o público queria… “Não pode ser, percebam… vamos cantar outra coisa”…

 

Foi então que se começou a fazer História.

Zeca cantou o Grândola. A meio, a plateia juntou-se-lhe, depois o resto do Coliseu, e também os artistas que tinham estado em palco – voltaram, deram-se braços, cantaram juntos, numa fila que enchia a boca de cena.

A canção estava no fim, por essa altura… e foi natural que nem chegasse a terminar, recomeçando agora a sete mil vozes!

Eu corria de pessoas em pessoa, recolhendo testemunhos que não conseguia ouvir, microfone encostado às bocas…

O som era avassalador, uma música simples, uma letra que todos sabiam, sete mil peitos em riste… até àquilo que foi a mais impressionante manifestação espontânea que assisti em toda a minha vida!

Já o Grândola ia em fins de segunda volta, aconteceu o inesperado…

… a certa altura, em vez de a música continuar alentejana, o próximo verso foi o primeiro do Hino Nacional – assim, sem pausa, sem transição, sem que ninguém tivesse dito nada… parece que foi um sentimento colectivo que sete mil pessoas tiveram!

Grândola Vila Morena transformou-se em Heróis do Mar e foi cantado da primeira à última estrofe, sete mil portugueses de pé a fazer vibrar a sala com o hino da pátria amordaçada, numa repentina liberdade assumida ali e então.

Nada poderia ter sido mais claro, nenhum grito faria mais sentido.

 

Foi um momento que ficou escrito em letras de memória para quem lá esteve, um momento inolvidável, uma pedra de História.

Tinha nascido a razão maior por que “Grândola Vila Morena”, menos de um mês depois, se tornaria a escolha natural para uma senha que iria abrir as portas a um pais novo!»

 

Pedro Laranjeira

 

publicado por Maximiliano às 17:31
Terça-feira , 03 de Abril DE 2012

Opinião_Texto atribuido a Miguel Sousa Tavares

Opus Dei x Maçonaria (a história do BCP)

 

Miguel Sousa Tavares

Em países onde o capitalismo, as leis da concorrência e a seriedade do negócio
bancário são levados a sério, a inacreditável história do BCP já teria levado a
prisões e a um escândalo público de todo o tamanho.

Em Portugal, como tudo vai acabar sem responsáveis e sem responsabilidades,
convém recordar os principais momentos deste "case study", para que
ao menos a falta de vergonha não passe impune.

1. Até ao 25 de Abril, o negócio bancário em Portugal
obedecia a regras simples:


Cada grande família, intimamente ligada ao regime, tinha o seu banco.

Os bancos tinham um só dono ou uma só família como dono e sustentavam os demais
negócios do respectivo grupo.


Com o 25 de Abril e a nacionalização sumária de toda a banca, entrámos num
período 'revolucionário' em que "a banca ao serviço do povo" se
traduzia, aos olhos do povo, por uns camaradas mal vestidos e mal encarados que
nos atendiam aos balcões como se nos estivessem a fazer um grande favor.

Jardim Gonçalves veio revolucionar isso, com a criação do BCP e, mais tarde, da
Nova Rede, onde as pessoas passaram a ser tratadas como clientes e recebidas
por profissionais do ofício. Mas, mais: ele conseguiu criar um banco através de
um MBO informal que, na prática, assentava na ideia de valorizar a competência
sobre o capital.
O BCP reuniu uma série de accionistas fundadores, mas quem de facto mandava
eram os administradores - que não tinham capital, mas tinham "know-how".


Todos os fundadores aceitaram o contrato proposto pelo "engenheiro" -
à excepção de Américo Amorim, que tratou de sair, com grandes lucros, assim que achou
que os gestores não respeitavam o estatuto a que se achava com direito (e
dinheiro).

2. Com essa
imagem, aliás merecida, de profissionalismo e competência, o BCP foi crescendo,
crescendo, até se tornar o maior banco privado português, apenas atrás do único
banco público, a Caixa Geral de Depósitos.


E, de cada vez que crescia, era necessário um aumento
de capital.


E, em cada aumento de capital, era necessário
evitar que algum accionista individual ganhasse tanta dimensão que pudesse
passar a interferir na gestão do banco.

Para tal, o BCP começou a fazer coisas pouco recomendáveis: aos pequenos depositantes, que lhe tinham confiado as suas
poupanças para gestão, o BCP tratava de lhes comprar, obviamente sem os
consultar, acções do próprio banco nos aumentos de capital, deixando-os depois
desamparados nas perdas da bolsa;


Aos grandes depositantes e amigos dos gestores,
abria-lhes créditos de milhões em "off-shores" para comprarem acções
do banco, cobrindo-lhes, em caso de necessidade, os prejuízos do investimento.

Desta forma exemplar, o banco financiou o seu
crescimento com o pêlo do próprio cão, aliás, com o dinheiro dos depositantes -
e subtraiu ao Estado uma fortuna em lucros não declarados para impostos.


Ano após ano, também o próprio BCP declarava
lucros astronómicos, pelos quais pagava menos de impostos do que os porteiros
do banco pagavam de IRS em percentagem.


E, enquanto isso, aqueles que lhe tinham confiado as
suas pequenas ou médias poupanças viam-nas sistematicamente estagnadas ou até
diminuídas e, de seis em seis meses, recebiam uma carta-circular do engenheiro
a explicar que os mercados estavam muito mal.

3. depois, e seguindo a velha profecia marxista, o BCP
quis crescer ainda mais e engolir o BPI.


Não conseguiu, mas, no processo, o engenheiro trucidou o sucessor que ele
próprio havia escolhido, mostrando que a tímida "renovação" anunciada
não passava de uma farsa.

Descobriu-se ainda uma outra coisa extraordinária e que se diria impossível:
que o BCP e o BPI tinham participações cruzadas, ao ponto de hoje o BPI deter
8% do capital do BCP e, como maior accionista individual, ter-se tornado
determinante no processo de escolha da nova administração... do concorrente!
Como se fosse a coisa mais natural do mundo, o presidente do BPI dá uma
conferência de imprensa a explicar quem deve integrar a nova administração do
banco que o quis opar e com o qual é suposto concorrer no mercado, todos os
dias...


4. Instalada entretanto a guerra interna, entra em
cena o notável comendador Berardo,
ele é só o homem que mais riqueza acumula e menos produz no
país (protegido pelo 1º Ministro (a Sócretina), que lhe deu um museu do Estado
para armazenar a colecção de arte privada.
Mas, verdade se diga, as brasas espalhadas por Berardo tiveram o mérito de
revelar segredos ocultos e inconfessáveis daquela casa. E assim ficámos a saber que o filho do engenheiro fora financiado em
milhões para um negócio de vão de escada, e perdoado em milhões quando o
negócio inevitavelmente foi por água abaixo. E
que havia também amigos do engenheiro e da administração, gente que se prestara
ao esquema das "off-shores", que igualmente viam os seus créditos
malparados serem perdoados e esquecidos por acto de favor pessoal.

5. E foi quando, lá do fundo do sono dos justos onde
dormia tranquilo, acorda inesperadamente o governador do Banco de Portugal
e resolve dizer que já bastava:
aquela gente não podia continuar a dirigir o banco, sob pena de acontecer
alguma coisa de mais grave - como, por exemplo, a própria falência, a prazo.

6. reúnem-se, então, as seguintes personalidades de
eleição:
o comendador Berardo, o presidente de uma
empresa pública com participação no BCP e ele próprio ex-ministro de um governo
PSD e da confiança pessoal de Sócrates, mais - ao que consta - alguém em
representação do doutor "honoris causa" Stanley Ho - a quem tantos
socialistas tanto devem e vice-versa. E, entre todos, congeminam um "take
over" sobre a administração do BCP, com o "agréement" do dr.
Fernando Ulrich, do BPI...

E olhando para o panorama perturbante a que se tinha chegado, a juntar ao
súbito despertar do dr. Vítor Constâncio, acharam todos bem entregar o BCP ao
PS.

Para que não restassem dúvidas das suas boas intenções mais concordaram em que a vice-presidência fosse entregue ao sr.
Armando Vara (que também usa 'dr.') - fabuloso expoente político e
bancário que o país inteiro conhece e respeita.

7. E eis como um banco, que era tão independente, que
fazia tremer os governos, desagua nos braços cândidos de um partido político -
e logo o do Governo.
e eis como um banco, que era tão cristão, tão
"opus dei", tão boas famílias, acaba na esfera dessa curiosa seita do
avental, a que chamam maçonaria.

8. E, revelada a trama em todo o seu esplendor, que
faz o líder da oposição?
Pede em troca, para o seu
partido, a Caixa Geral de Depósitos, o banco público. Pede e vai receber, porque há 'matérias de regime' que
mesmo um governo que tenha maioria absoluta no parlamento não se atreve a pôr
em causa.

Um governo inteligente, em
Portugal, sabe que nunca pode abocanhar o bolo todo. Sob pena de os escândalos
começarem a rolar na praça pública, não pode haver durante muito tempo um
pequeno exército de desempregados da Grande Família do Bloco Central.

Se alguém me tivesse contado
esta história, eu não teria acreditado..

publicado por Maximiliano às 18:58
Segunda-feira , 26 de Março DE 2012

Da blogsfera_"One Life"

Sobre os acidentes em Lloret de Mar...

Tenho várias coisas a dizer:


- Em primeiro lugar, já não são miúdos que vão para ali, são pseudo-adultos de 17/18anos que sabem muito bem aquilo que fazem, ou pelo menos têm idade para o saber, portanto, são plenamente responsáveis pelas suas atitudes;

- Depois, e pela segunda vez, um miúdo morre ao caír de uma varanda...mais uma vez, digo que já são responsáveis pelo que fazem, e caso tenha mesmo sido só um acidente, então é sinal que não sabem ter cuidado a andar numa varanda que tem uma protecção de 1,30m;

- Não concordo minimamente com toda a responsabilidade que querem imputar às escolas e aos professores por não irem nestas viagens de finalistas...Santa Paciência! Os professores estão em altura de avaliações e não têm de ir numa viagem de finalistas; isto é tudo organizado por agências de viagens especializadas, que em nada têm que ver com a escola;

- Por fim, e no meu entender, a responsabilidade é dos pais.. têm de ser os pais a saber e conhecer os filhos que têm para perceberem se são ou não responsáveis o suficiente para irem à viagem... não se sentem bem em não deixarem ir os filhos porque os amigos todos vão? então desculpem mas não sabem ser pais...porque ser pai passa por saber dizer que não. E passa também pelos pais perceberem se os filhos levam droga ou outras substâncias ilícitas, porque essa uma calamidade que não é explorada mas todos os anos a polícia apanha kgs das mesmas...

 

E pronto, tenho dito.


Adenda: Só para que conste, e porque já referi isto muitas vezes, este post não tem como objectivo acusar estes pais em específico. É uma forma de "revolta" com os pais em geral. Nunca quis ferir os sentimentos destes pais que, imagino, devem estar destroçados e com os quais estou completamente solidária. Esta é apenas a minha opinião em relação ao conhecimento que os pais têm dos próprios filhos.

 

Foto: Net

 

 

publicado por Maximiliano às 18:02
Terça-feira , 21 de Fevereiro DE 2012

Do Blog_"Delito de Opinião"

A casta está outra vez em greve

 

por Teresa Ribeiro | 21.02.12

 

 

Há anos que me perguntava por que diabo não se divulgavam os
privilégios e as tabelas salariais dos trabalhadores das empresas de
transportes públicos. É que ao fim de décadas de reivindicações constantes eu
desconfiava que há muito a luta destes trabalhadores tinha deixado de ser justa
e que as suas sucessivas greves eram sobretudo manifestações abusivas de poder,
tanto por parte das centrais sindicais, que só no sector público o têm, como
por parte dos trabalhadores, que sabem que cada uma das suas paralisações
paralisa também o país.

Há muito que adivinhava que o impacto público da divulgação
das tabelas salariais e regalias desta casta, que de cada vez que entra em
greve lixa a vida aos outros trabalhadores, seria enorme. Custou esta
informação chegar aos jornais (ver hoje
manchete do DN
), talvez porque discutir os direitos dos trabalhadores é

tabu. Fizeram mal. Se há reivindicações que devem ser bem escrutinadas são as
dos sectores que podem, como este, chantagear as empresas que lhes pagam com o
dinheiro dos contribuintes.

Começassem estas informações a constar mais cedo e talvez se
tivesse evitado o descalabro. Mas faltou tudo nesta história: ética,
competência e coragem. Agora bem podem limpar as mãos à parede. Está a
acabar-se a mama. Pelo menos assim o espero.

 

publicado por Maximiliano às 20:45
Terça-feira , 31 de Janeiro DE 2012

A fronteira da necessidade

Renascença

Sem-abrigo condenado pelo tribunal

por roubar champô e polvo 

Como, por definição, os sem-abrigo não têm residência,
o réu continua incontactável e a pena por cumprir. Homem foi condenado a pagar
250 euros, após queixa do Pingo Doce.

 

Um tribunal do Porto condenou um sem-abrigo a pagar 250 euros por ter tentado
roubar um polvo e um champô, produtos que não chegaram a sair do Pingo Doce.

A tentativa de furto aconteceu há dois anos num supermercado do grupo Jerónimo
Martins, no Porto. O sem-abrigo foi interceptado pela segurança da loja, à qual
devolveu o polvo e o champô que trazia disfarçados na roupa.

O Pingo Doce manteve a queixa, o que obrigou o Ministério Público a avançar com
a acusação e o caso chegou a tribunal.

Os juízes consideraram que um champô e um polvo não são bens de primeira
necessidade e, por isso, condenaram o sem-abrigo a pagar 250 euros. A multa
pode ser substituída por trabalho comunitário.

Como, por definição, os sem-abrigo não têm residência, o réu continua incontactável
e a pena por cumprir.

 

Então um polvo e champô não são um bem de primeira necessidade!?

O homem provalmente tinha fome e necessitava de lavar a cabeça, e isso não são necessidades!?

O mal foi ter caído nos "braços" do Pingo Doce.

 

 

 

 

 

publicado por Maximiliano às 20:24
Quinta-feira , 26 de Janeiro DE 2012

Carta encontrada algures...na Internet

Qual é o teu valor de mercado?

 

Francisco Queirós

 

http://www.asbeiras.pt/2012/01/qual-e-o-teu-valor-de-mercado/

 

“Qual é o teu valor de mercado, mãe? Desculpa escrever-te uma pequena carta, mas estou
tão confuso que pensei que escrevendo me explicava melhor.

Vi ontem na televisão um senhor de cabelos brancos, julgo que se chama Catroga, a explicar
que vai ter um ordenado de 639 mil euros por ano na EDP, aquela empresa que
dava muito dinheiro ao Estado e que o governo ofereceu aos chineses.

Pus-me a fazer contas e percebi que o senhor vai ganhar 1750 euros por dia. E depois
ouvi o que ele disse na televisão. Vai ganhar muito dinheiro porque tem o seu
valor de mercado, tal como o Cristiano Ronaldo. Foi então que fiquei a pensar.
Qual é o teu valor de mercado, mãe?

Tu acordas todos os dias por volta das seis e meia da manhã, antes de saíres de casa ainda
preparas os nossos almoços, passas a ferro, arrumas a casa, depois sais para o
trabalho e demoras uma hora em transportes, entra e sai do comboio, entra e sai
do autocarro, por fim lá chegas e trabalhas 8 horas, com mais meia hora agora,
já é noite quando regressas a casa e fazes o jantar, arrumas a casa e ainda
fazes mil e uma coisas até te deitares quando já eu estou há muito tempo a
dormir. O teu ordenado mensal, contaste-me tu, é pouco mais de metade do que aquele senhor de
cabelos brancos ganha num só dia. Afinal mãe qual é o teu valor de mercado? E
qual é o valor de mercado do avozinho? Começou a trabalhar com catorze anos,
trabalhou quase sessenta anos e tem uma reforma de quinhentos euros, muito boa,
diz ele, se comparada com a da maioria dos portugueses. Qual é o valor de
mercado do avô, mãe? E qual é o valor de mercado desses portugueses todos que
ainda recebem menos que o avô? Qual é o valor de mercado da vizinha do andar de
cima que trabalha numa empresa de limpezas?

Ontem à tardinha ela estava a conversar com a vizinha do terceiro esquerdo e dizia que
tem dias de trabalhar catorze horas, que não almoça por falta de tempo, que
costumava comer um iogurte no autocarro mas que desde que o motorista lhe disse
que era proibido comer nos transportes públicos se habituou a deixar de
almoçar. Hábitos!

Qual é o valor de mercado da vizinha, mãe? E a minha prima Ana que depois de ter feito o
mestrado trabalha naquilo dos telefones, o “call center”, enquanto vai
preparando o doutoramento? Ela deve ter um enorme valor de mercado! E o senhor
Luís da mercearia que abre a loja muito cedo e está lá o dia todo até ser bem
de noite, trabalha aos fins de semana e diz ele que paga mais impostos que os
bancos?

Que enorme valor de mercado deve ter! O primo Zé que está desempregado, depois da empresa
onde trabalhava há muitos anos ter encerrado, deve ter um valor de mercado
enorme! Só não percebo como é que com tanto valor de mercado vocês todos
trabalham tanto e recebem tão pouco! Também não entendo lá muito bem – mas é
normal, sou criança – o que é isso do valor de mercado que dá milhões ao senhor
de cabelos brancos e dá miséria, muito trabalho e sofrimento a quase todas as
pessoas que eu conheço!

Foi por isso que te escrevi, mãe. Assim, a pôr as letrinhas num papel, pensava eu que me
entendia melhor, mas até agora ainda estou cheio de dúvidas. Afinal, mãe, qual
o teu valor de mercado? E o meu?”

Quem sabe a resposta?

publicado por Maximiliano às 21:17
Sábado , 21 de Janeiro DE 2012

Da Blogsfera_"Ya Coiso e Tal"

Sábado, 21 de Janeiro de 2012
 
A produtividade do nosso presidente

Eu, neste momento, já sei quanto irei receber da caixa geral de aposentações. Eu descontei quase 40 anos uma parte do meu salário para a caixa geral de aposentações como professor universitário. E também descontei alguns anos como investigador da Fundação Calouste Gulbenkian. E devo receber 1300 euros por mês. Eu não sei se ouviu bem: 1300 euros por mês.

Quanto ao fundo de pensões do banco de portugal para o qual eu descontei durante quase 30 anos parte do meu salário eu ainda não sei quanto é que irei receber. Mas os senhores não terão dificuldade: eu fui um funcionário de nível 18 que exerceu funções de direcção.

Tudo somado, o que irei receber do fundo de pensões do banco de portugal e da caixa geral de aposentações quase de certeza que não vai chegar para pagar as minhas despesas porque, como sabe, eu também não recebo vencimento como presidente da república. Mas não faço questão quanto a isso porque com certeza existem outros portugueses na mesma situação.

Felizmente, durante os meus 48 anos de casado, eu e a minha mulher fomos sempre muito poupados e faziamos questão de todos, todos os meses colocar alguma coisa de lado. E portanto agora posso gastar uma parte das minhas poupanças. E é por isso que eu não faço questão quanto a isso. Cavaco Silva - 20-01-2012

Reparem como, em pouco mais de 1 minuto, Cavaco Silva insulta milhões de portugueses, mais do que aqueles que o elegeram para presidente da república.

Senhor presidente, esses 1300 euros, que refere com tanto desdém, é mais que a grande maioria dos portugueses algum vez recebeu de salário!

O total das suas pensões mensais, cerca de 10 mil euros, é mais do que a grande maioria dos portugueses recebem por ano de salário, não sei se ouviu bem: por ano!

Abdicou do seu salário de presidente da república pois é inferior às suas pensões e, por lei, não poderia acumular. Há-de me explicar quem são os outros portugueses na mesma situação. Por certo outros pobrezinhos como vossa excelência.

Senhor presidente, o meu pai descontou mais que esses 40 anos e recebe de pensão cerca de 450 euros. Não sei se ouviu bem: 450 euros. Claro que ele não tinha um trabalho exigente como o de vossa excelência. Ele só tinha de trabalhar 11 horas por dia, 6 dias por semana nas obras.

Tenha vergonha na cara senhor presidente. Não insulte aqueles que sobrevivem com um salário mínimo.

____________________________________________________________________________

Bom, o homem até não tem nada de burro; Onde será que ele quer chegar ao proferir tais declarações!?

 

publicado por Maximiliano às 20:45
Quarta-feira , 11 de Janeiro DE 2012

A "Madame"

Saúde

Doentes com mais de 70 anos
devem pagar hemodiálise, diz Ferreira Leite

Manuela Ferreira Leite defendeu ontem, no programa Contra Corrente, na SIC Notícias,
que um doente com mais de 70 anos deve ter direito à hemodiálise “se pagar”. 

 

Como refere o Jornal Público, que avança com esta notícia, durante o debate levado a cabo ontem na SIC, Ana
Lourenço questionou António Barreto se este não achava “abominável” discutir-se
se alguém de 70 anos deve ter direito a tratamentos de hemodiálise.

A resposta, porém, chegou da parte da antiga líder do PSD que acredita que este tipo de
doentes “tem sempre direito se pagar”, acrescentando ainda que “o que não é
possível é manter-se um Sistema Nacional de Saúde como o nosso, que é bom,
gratuito para toda a gente”.

Manuela Ferreira Leite acredita que se se mantiver o Sistema Nacional de Saúde
gratuito, este “vai-se degradar em termos de qualidade de uma forma
estrondosa”, não funcionando “nem para ricos, nem para pobres”.

A afirmação da social democrata relançou o debate. O sociólogo António Barreto afirmou que
“abominável é sempre”. António Vitorino, por seu turno, mostrou-se chocado com
as declarações de Ferreira Leite porque “não é possível dizer que as pessoas
que precisam de fazer hemodiálise e que tenham dinheiro é que podem passar para
além da meta de 70 anos”.

Face às críticas, Ferreira Leite reformulou as suas palavras, mas frisou que “racionar
significa sempre alguma coisa que não é para todos”.

Carlos Silva, da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais lembrou, em entrevista
à Antena 1, que um doente renal sem tratamento falece em poucos dias.

 

Ou eu não interpretei bem o texto ou é a "madame" que está a expressar-se mal.

Ou, das duas três; a "madame" não deve saber o que é a diálise, não deve ter ninguém próximo de si

que tenha passado por essa experiência e por tal motivo resolveu condenar os (as) septuagenários (as),

que não tenham condições económicas, a uma morta certa  e imediata após completarem70 anos.

Esta "madame" anda nas nuvens e tem que descer à terra.

 

publicado por Maximiliano às 19:21
Quinta-feira , 05 de Janeiro DE 2012

Da Blogsfera_ "Pegada"

Quinta-feira, 05.01.12

A selecção portuguesa é a que paga mais em alojamento...

por  Luis Moreira às 12:00
Espanha será a selecção que pagará menos em alojamento no próximo Europeu de futebol a realizar na Polónia e na Ucrânia. No lado contrário, isto é, do lado de quem paga mais lá está como sempre Portugal! Cerca de 40 nababos portugueses lá vão custar cerca de oito vezes mais que os espanhóis, como se pode ver na lista que se segue. Quem é que vai encher os bolsos com uns trocos?
1, Portugal 33 000 euros

2. Rusia Varsovia 30.400 euros

3. Polonia Varsovia 24.000 euros

4. Irlanda Sopot 23.000 euros

5. Alemania Gdansk 22.500 euros

6. Chequia Wroclaw 22.200 euros

7. Inglaterra Cracovia 19.000 euros

8. Holanda Cracovia 16.200 euros

9. Italia Wieliczka 10.500 euros

10. Croacia Warka 8.300 euros

11. Dinamarca Kolobrzeg 7.700 euros

12. España Gniewino 4.700 euros

Sempre fomos e seremos os mais gastadores, sem senso, uma espécie de doente "bipolar" ou estamos lá em cima em primeiro, a gastar o que não temos ou na miséria a esmolar tudo e todos...

Aqui só para nós, que ninguém nos ouve, quem é que irá meter ao bolso uns trocos GORDOS?

 

publicado por Maximiliano às 21:29
Quarta-feira , 04 de Janeiro DE 2012

Opinião

Quase que me atreveria a dizer o mesmo da actual situação política, económica e social de Portugal, ou, já não haverão pessoas boas?

publicado por Maximiliano às 22:25
Segunda-feira , 26 de Dezembro DE 2011

Sem comentários

publicado por Maximiliano às 21:51

Opinião

E o povo, pá?

 

21 de Março, 2011por Catalina Pestana


 

A nossa guerra está nas ruas onde velhas
e velhos morrem mais de solidão do que de fome.

Não importa Sol ou sombra camarotes ou
barreiras toureamos ombro a ombro

as feras.

(...) Só nos podem causar danos

esperas.

José Carlos Ary dos Santos escreveu um
notável poema para a música igualmente excepcional e a voz quase imberbe de
Fernando Tordo.

Foi em 1973 que usaram o tradicional e
piroso Festival da Canção, tolerado pelo regime, para cantar alto uma parábola
que os estrangeiros não perceberam mas que a maior parte dos portugueses leu na
totalidade.

O mal-estar era tão grande que mesmo os
menos informados intuíam que o regime iniciava o seu estertor.

Na ‘Primavera marcelista’ haviam
murchado há muito os rebentos que alguns tinham vislumbrado mas que nunca
amadureceram.

A guerra colonial era, cada vez mais,
feita por milicianos – alguns deles universitários com sentido crítico, que
percebiam bem o que é o direito à autodeterminação dos povos.

Entre os que não eram recrutados antes
de terminar o curso, e nas jovens mulheres – viúvas em potência de uma luta que
repudiavam – foi-se construindo uma retaguarda que o poder dizia «minar o moral
das nossas tropas».

Guardo as cartas que escrevi diariamente
para o meu namorado; e as que recebi dele em maços de cinco ou dez. Dão uma
reportagem dessa guerra.

Também ocupámos o nosso posto na
retaguarda da guerra rejeitada.

Nesse tempo, amigos, o nosso posto era
esperar caladas e pudicas. Algumas pisaram o risco.

No domingo passado, chorei quando vi e
ouvi alguns daqueles que fizeram da cantiga uma arma usarem a sua voz ao lado
das centenas de milhares que vieram à rua dizer pela primeira vez: Basta!

Grande número eram nossos filhos, ou
amigos dos nossos filhos; outros eram nossos netos. E até lá estavam alguns
avós dos nossos netos.

Foram milhares pelo país fora. A Polícia
é que não era a mesma. A PIDE morreu para sempre.

Num mundo em agitação total, numa Europa
em crise – mais ética do que económica –, os nossos filhos e os amigos deles, e
os inimigos deles, realizaram uma das maiores manifestações de todos os tempos
em Portugal, sem a tutela paternalista dos partidos ou dos sindicatos.

Os da minha geração têm de se orgulhar
desta a que chamaram ‘rasca’ – porque, sem trela, pôs milhares nas avenidas da
liberdade, e não se partiu um vidro nem voou uma pedrada.

Eles estão maduros para tomar o poder.
Por isso, digo-lhes:

«Os ‘capitães de Abril’ tinham a vossa
idade quando tomaram o poder à ‘brigada do reumático’. Nenhum de nós tem o
direito de vos dizer como devem fazê-lo, porque a situação actual é o resultado
do que nós fizemos.

Escolham os vossos mestres, se sentirem
necessidade deles, mas escolham-nos independentemente das cores partidárias às
quais estão conotados.

Existem neste país alguns homens e
mulheres, poucos, que vos dirão sempre a verdade, mesmo que ela seja adversa
àquilo em que acreditaram durante muitos anos.

Comprem lanternas, para procurarem bem,
e se quiserem encontrarão – tenho a certeza».

Só são úteis os que já não precisam nem
desejam o poder.

Os Homens da Luta deixaram com os votos
do povo a pergunta: «E o povo, pá?».

O povo, se nós deixarmos, vai morrendo
devagarinho, com reformas de 200 euros congeladas por dois anos.

A nossa guerra, agora, não tem tiros,
nem bombas de fósforo, felizmente. A nossa guerra combate-se na nossa rua, ou
na rua de trás, ou no largo da frente, onde velhas e velhos sozinhos morrem
mais de solidão que de fome.

Para alterar esta chaga social, não
precisamos tomar o poder – só precisamos dar as mãos e estar atentos.

Esta guerra é mais transformadora do que
muitas outras. Não faz capas de jornais, mas pode mudar a qualidade de vida das pessoas.

 

Texto publicado em 21 de Março de 2011 mas sempre actual, daí não resistir em o lembrar aqui.

 

publicado por Maximiliano às 21:19

E o Povo Pá?...

publicado por Maximiliano às 19:14
Quarta-feira , 21 de Dezembro DE 2011

Da Blogsfera_"Pegada"

Quarta-feira, 21.12.11

Agência de Promoção da Emigração dos Portugueses

por  Rogério da Costa Pereira às 10:29

Honra lhes seja feita, não tem havido dia em que esta cambada que tomou o poder não me deixe de boca aberta. Parece que a anedota do dia (via Rangel) é a criação de uma Agência de Promoção da Emigração dos Portugueses (algo assim). Só falta mesmo virem buscar-nos a casa pela calada da noite e depositarem-nos algures no país que ofereça mais. Isto começa a entrar no nonsense completo, o que até teria a sua piada se fosse ficção. Os gajos querem mesmo esvaziar o país. O que se segue!?, para além da ideia que deixo atrás? Brigadas de Extermínio?

Adenda: se o Sócrates tivesse dito metade dos que estes trastes vêm dizendo (ou feito um décimo), já teria sido decapitado e a sua cabeça estaria agora em exposição no Terreiro do Paço. 

publicado por Maximiliano às 19:21
Quinta-feira , 15 de Dezembro DE 2011

Meu "cartão" de Boas Festas

publicado por Maximiliano às 18:45

Porque relembrar é preciso...lll

publicado por Maximiliano às 18:37
Domingo , 11 de Dezembro DE 2011

Confraria do Leite

Confraria Nacional do Leite constituída para promover o sector

 

 11/12/2011

Economia

 

Esta manhã, em Penafiel, foi formalmente constituída a Confraria Nacional
do Leite, uma entidade para promover os interesses de um dos mais importantes
sectores agrícolas do país. Entre os confrades hoje entronizados estavam o
antigo ministro Capoulas Santos e o actual secretário de Estado da Agricultura.

 

 

Pois. Esta notícia mexeu comigo. Não é que esteja contra a confraria ou contra os seus propósitos de
promover os interesses da mesma, antes pelo contrário. É que, apesar de já existirem tantas confrarias,

me ocorreu a criação de mais uma. Simplesmente não estou  mesmo a ver o que hei-de conceber para esse fim.

Por exemplo; Talvez não seja descabido;  A Confraria das Enguias de Escabeche ou a do Pão com Chouriço,

a do Caldo de Nabos (de Gondomar), a da Punheta de Bacalhau.
E porque não a de Sandes de Queijo com Marmelada? Como não me lembra de mais nenhuma, deixo
aqui ao vosso critério a escolha de uma, das mencionadas, ou a indicação de alguma que porventura tenham em ideia. 

Muito democraticamente, estou aberto sugestões

 

publicado por Maximiliano às 19:50
Sexta-feira , 09 de Dezembro DE 2011

Porque relembar é preciso... ll

publicado por Maximiliano às 22:15
Quarta-feira , 07 de Dezembro DE 2011

Porque relembrar é preciso...l

publicado por Maximiliano às 22:43
Terça-feira , 06 de Dezembro DE 2011

"Para não dizer que não que não falei das flores"

publicado por Maximiliano às 21:30

Dos blogs_"Imprensa Falsa"

Segunda-feira, 05 de
Dezembro de 2011

Governo vai privatizar o fado, agora que vale alguma coisa, mas fica com folclore


 

O Governo anunciou hoje que vai privatizar
o fado, agora que já vale alguma coisa, mas o folclore continuará nas mãos do
Estado. O cante alentejano era também para ficar, mas entretanto também se
candidatou a património imaterial, portanto vamos esperar.

«Se valer alguma coisa vendemos, se não
valer nada ficamos com ele», explica o Governo em comunicado.

Recorde-se que o fado foi classificado
como património imaterial da Humanidade depois de Portugal ter oferecido uma
caixa de robalos ao membro do júri da Unesco.

 

publicado por Zé Pedro às 23:47

publicado por Maximiliano às 20:52
Sábado , 12 de Novembro DE 2011

Robalos

 

 Consta que o homem é um exímio "pescador"!...

Foto encontrada na Net

publicado por Maximiliano às 18:50

Português sempre igual a si próprio

Encontrado por aí: na Net

publicado por Maximiliano às 18:42
Quarta-feira , 09 de Novembro DE 2011

Da Blogsfera_"Delito de Opinião"

 

Addio, Don Silvio

por João Carvalho

 

Silvio Berlusconi perde a maioria e anuncia a sua despedida, mas não sem dizer que a Itália fica a perder com o
seu afastamento. Trata-se de um erro de paralaxe, próprio de quem olha a
realidade de esguelha. A Itália já perdeu (andou sempre a perder) com a
permanência de Berlusconi. Mas ele ganhou. Ganhou, por exemplo, ao ter feito
muitas vezes o que lhe deu na real gana e dispensar-se de encarar a lei. Não
faltam motivos para ver nos excessos de Don Silvio um (mais um) retrato de uma
geração de políticos europeus que não deixarão saudades. Para qualquer europeu,
é menos um cromo. Adeus.

 

Foto: Net

publicado por Maximiliano às 20:34
Quinta-feira , 03 de Novembro DE 2011

Opinião

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
"Chamem os antigos políticos para serem julgados!"
Quais: Todos depois do 25 de Abril, ou só os do PS?
Ou aguardamos mais dois anos e depois chama-mos à barra os do PSD!?  
publicado por Maximiliano às 20:47
Segunda-feira , 31 de Outubro DE 2011

Da blogsfera_"Delito de Opinião"

A crise não chegou à criatividade fiscal

por João Campos | 30.10.11

 

A ser verdade, esta notícia é
o exemplo perfeito de como uma boa ideia (incentivar as pessoas a pedirem
factura quando adquirem bens ou serviços) pode rapidamente dar lugar a um
perfeito disparate (multar quem não pede factura). No entanto - e, uma vez
mais, a confirmar-se a notícia -, será sem dúvida muito interessante como
poderia ser esta ideia colocada em prática. Que diabo: neste país nem o
estacionamento é minimamente controlado, quanto mais o pedido de factura por
uma bica!

 

Só me ocorre dizer: Idiotices...



publicado por Maximiliano às 18:22
Quarta-feira , 26 de Outubro DE 2011

A fugitiva

 

Teresa Guilherme foge da crise

24.10.2011 
 
 
 
 
 




 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Teresa Guilherme.

Tem um património avaliado em mais de dois milhões e meio de euros, motorista
particular e empregada doméstica, mas Teresa Guilherme está preocupada com a
crise e decidiu mudar-se para o Brasil, para proteger os seus bens.


“Não quero perder tudo por causa da crise. Não me quero ir embora, mas vou”,
diz a apresentadora numa entrevista concedida à revista “VIP”.

“Antes desta crise podia dizer que podia dar-me ao luxo de viver o resto da vida
sem trabalhar. Agora, não. Antigamente, o dinheiro estava no banco e rendia
bons juros. Agora, não. A crise vai atingir na pele as pessoas que ganham
pouco, é verdade. Mas também me atinge a mim, porque eu tenho uma casa grande e
tenho contas maiores para pagar” – explica a apresentadora.

Teresa Guilherme, que já está a tratar da papelada para se radicar em S. Paulo,
onde tem um escritório provisório, tenciona abrir no Brasil uma produtora de
ficção e sonha vender conteúdos às televisões locais.

A partida está marcada para o final deste ano, logo que termine o programa “A
Casa dos Segredos”, que Teresa actualmente apresenta na TVI.

 

 - Os ratos são os primeiros a fugir...

 

Foto; Net

 

 

publicado por Maximiliano às 21:04
Quarta-feira , 19 de Outubro DE 2011

Da blogosfera_"União de Facto"

por João Carvalho | 19.10.11

 

Deixem-me ver se percebi: «a CP ameaça com o fim do Comboio Histórico no Douro caso não encontre parceiros para ajudar a financiar este serviço que, este ano, custou 150.000 euros»? Há nisto alguns aspectos de que ainda estou a tentar recuperar.

1. Desde logo, a CP entrou agora numa fase em que lança (segundo a insuspeita Lusa) ameaças públicas. Isto requer que sejamos informados já sobre quem é a voz ameaçadora lá dentro.

2. Depois, a CP põe em causa a continuidade do comboio histórico se não arranjar parceiros que financiem o seu serviço. A gente é levada a pensar que a CP precisava que o Governo criasse uma Fundação do Comboio Histórico do Douro à sombra do Orçamento do Estado e que a coisa se resolvia, que é como quem diz: acabavam as ameaças.

3. Além disso, a CP põe-se a perorar por causa de 150 mil euros que a empresa pública diz ter gasto este ano com o serviço especial do Douro. Ou seja: parece que estamos perante uma CP de outro planeta e não perante aquela cujos prejuízos anuais se têm acumulado assustadoramente sem que lhe tenhamos escutado um único lamento pelo que isso custa a todos nós.

A minha dúvida não é menos assustadora: será que sempre vai em frente a compra da nova frota de carros de luxo para 13 directores da CP por quase o dobro do custo deste ano do comboio histórico do Douro?

publicado por Maximiliano às 21:31
Segunda-feira , 17 de Outubro DE 2011

Em tempo de crise...

 

Porto,transversal da Rua da Restauração_ Dia 14 de Outubro, hora 15.30. Situação análoga também verificada em vários locais da cidade como na periferia. Em tempo de crise...toca a esbanjar. 

 

publicado por Maximiliano às 21:04
Quinta-feira , 13 de Outubro DE 2011

Da blogosfera_"Pegada"

Quinta-feira, 13.10.11

Ajudem os pobres dando dinheiro aos ricos

por  Luis Moreira às 10:00

 

Hoje os "indignados" nos US manifestaram-se em várias cidades. É um movimento que está a tomar força e que tem como ideia orientadora o facto de os milionários que representam 1% da população terem cada vez mais dinheiro. Esta ideia que os ricos investem o dinheiro que ganham e que, com isso, criam postos de trabalho, (por isso não devem pagar impostos) começou há 30 anos e tomou força de Lei com o inenarrável Bush.

Por acaso, como aliás todas as ideias, ou quase, não tem originalidade nenhuma. Quando estive na tropa, fui colocado num quartel onde estavam os "filhos família" de quase todos os dignatários do "Regime Fascista" e, já nessa altura, eles reinvidicavam o direito de nada fazer, porque precisavam de tempo para gastar o dinheiro. Eu, e os outros ( os 99% que não tinham dinheiro) trabalhavam, pois não precisavamos de tempo para nada.

Mas, a onda está a crescer, Buffet e outros que, além de ricos são inteligentes, tentaram parar o que adivinhavam, exigindo aos políticos que os taxassem, mas vieram tarde. As pessoas estão indignadas e nos Estados Unidos as pessoas gozam mesmo do direito à indignação, por muito que não se goste do país. Não vai parar, a "bola de neve" vai continuar a crescer e os ricos ainda vão ver alguns dos seus irem dentro.

É nos US que muita coisa vai mudar com esta crise!

publicado por Maximiliano às 21:00

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